POR
ADRIANA MARIA SOUZA
BEATRIZ MARIA DOS SANTOS
SIRLEN MÁRCIA BORGES
A palavra “moda” vem do latim “modus”, que significa “modo”, maneira. Em Inglês, moda é fashion, alteração da palavra francesa façon, que da mesma forma significa “modo” maneira. Existem diversas formas de defini-lá. No dicionário moda é uso, hábito ou estilo geralmente, variável no tempo, e resultante de determinado gosto, meio social, região, etc.
Na antiguidade, à moda aparece como necessidade de proteção para o corpo, contra acasos da natureza. Com o passar do tempo, o homem teve a necessidade de enfeitar-se. A roupa, então, deixa de ser apenas objeto de proteção e passa a símbolo de status, poder e uma forma contemporânea de ser identificado no seu meio, se tornando uma identidade do indivíduo ou de seu grupo.
Pelo estudo do tema “moda” é possível identificar a personalidade do indivíduo, tanto no aspecto social, como no individual.
Com o desenvolvimento da moda ao longo dos anos, com suas mudanças e aplicações na sociedade, o termo moda contemporânea se torna mais evidente. A moda atemporal está relacionada diretamente com elementos como: a estética, vaidade, condição social, comportamento e valores morais, numa busca pela construção de uma identidade.
A experimentação, a busca por novidades, trazem infinitas possibilidades, construindo identidade que fragmentam o indivíduo moderno, no qual o ser e parecer o torna um sujeito mutante. De acordo com a imagem que ele constrói, o sujeito é percebido, utilizando a reconstrução de seu corpo como suporte de seus discursos. Em seu estudo sobre a psicologia da moda, Simmel (2005), aponta duas necessidades do indivíduo: a necessidade de integração e a necessidade de singularidade, situadas numa sociedade individualista e narcisista.
Na procura de uma autenticidade, de uma liberdade idealizada, as diversas tribos urbanas, em seus grupos, empregam elementos de diferenciação, no qual a imagem pessoal é a sua identidade, a anunciação de si. O Traje, os adornos, os gestos e o vocabulário, impressionam o observador, é o corpo dotado de significados.
Redimesionada em sua forma, estrutura e modos de divulgação, a moda tem passagem livre por todas as classes sociais e assume diferentes maneiras de ser manifestada, legitimada, lida, entendida, usada e articulada. Mantém, no entanto, em todas as suas maneiras ou formas diferenciadas de manifestação, um traço específico que não se altera: o da diferenciação e distinção do sujeito e o da diferenciação e distinção do sujeito e o da construção de sua identidade (CASTILHO, 2006, pg.19).
A moda ao longo dos anos passou por muitas transformações, e também marcou época no comportamento de várias gerações de pessoas. Seja no comportamento, na estética no meio social, na música, na política, sempre presente mostrando o estilo e preferencias de cada um. Dentro disto, a moda contemporânea se torna um instrumento da linguagem não verbal de grande importância para a sociedade atual, passando mensagens através da identidade visual de cada indivíduo.
O consumidor de moda ao construir sua identidade visual, está interagindo com o seu grupo social, ao mesmo tempo que cria uma atitude individual. A imagem e a identidade do indivíduo, se apresenta como um tipo de escrita, ao registrar como ele é e como ele é percebido.
O mundo contemporâneo vive a era do comunismo, nosso tempo é marcado pelas relações entre o individualismo e a sociedade. Cada dia a sociedade exige do ser humano um retrato individualista, podendo até chama-lo de egocêntrico, no entanto a realidade contemporânea nos faz obrigados a voltarmos cada vez mais para o eu.
A moda com sua constante mudança, move a economia na história da sociedade, uma vez que este mercado se renova a cada estação, e sem dúvida determina classes. De acordo com LIPOVETSKY (1987:159) “a moda é um fenômeno temporal, caracterizado pela constante mudança, quando um lançamento faz com que o estilo anterior seja descartado.”
Na procura de uma autenticidade, de uma liberdade idealizada, diversas identidades são construídas fragmentando o indivíduo moderno, no qual, o ser e o parecer o torna um sujeito mutante devido os processos sociais contemporâneos. Por sua vez, a moda descentra o indivíduo e torna-se no processo de subjetivação, a peça fundamental.
De acordo com a imagem que é construída o sujeito é percebido. A auto-imagem apresenta-se como ajuda para a comunicação em situações diferentes, funcionando como um tipo de escrita que registra como esse indivíduo é e como vive. O corpo que carrega esta imagem passa de simples suporte para uma mídia ambulante de comunicação conjunto de elementos que forma este paradoxo da moda em relação à sociedade, apresenta-se como um sistema organizado, que pode ser usado como expressão de uma linguagem, sinais verbais e não verbais, um sistema de signos codificados na forma de vestir e de compor o estilo a identidade e a subjetividade do sujeito.
Portanto ,nas últimas décadas, designers inspiram-se nos grupos que empregam elementos de diferenciação ( grupos de estilos ), na cultura urbana contemporânea, registrando o momento presente, criando suas próprias tendências para atender o estilo pessoal, grupal e tribal de cada um. Diversos desejos, identificações e diferenciações constitui o indivíduo numa relação lúdica com os objetos, pois a individualidade do sujeito compõe uma pluralidade de identidades.
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